E o povo de Brasília continua produzindo

22 fev

Adoro ver o Coletivo de Moda Faça Você Mesmo correndo atrás de coisas modernas.

Essa semana, dois amigos estilistas me mandaram novos trabalhos.

Fernanda Ferrugem entrou em liquidação com o lookbook Cobogozee.

Nessa estação, inspirada em Brasília, Fernanda Ferrugem apresentou o que mais ama na capital. Os monumentos foram deixados de lado  e o  seu olhar se voltou para  peculiaridades, diferenças cortantes e belezas estranhas. Com os tecidos garimpados pela estilista, ela contou tudo  que marcou  sua trajetória  na cidade  por meio de  estampas,  texturas,  aplicações  e  modelagens.  Sua  adolescência na Brasília  dos  anos  90,  a  cantora Bjork,  os cobogós  dos prédios  da Asa Sul, a  UnB e  seus  estudantes,  a  morte  do  índio  Galdino, o artesanato  local, o  misticismo do vale do amanhecer e da lenda do calango voador… Todos esses elementos compostos resultaram em uma coleção sobre  Brasília  cheia  de  originalidade e frescor.  Para fechar esse ciclo afetuoso, a marca presenteia aqueles que apreciam suas  criações  com  uma  liquidação  que  se  estenderá  até  o  dia  15  de março.

 

E Ivan Hugo, que surpreende com seu trabalho cheio de referências conceituais mostra, em fotos, o trabalho apresentado na Capital Fashion Week.

A coleção intitulada de “Utopia do Senso” vem quebrando alguns tabus em relação a moda e ao comportamento da cidade. Ivan Hugo cria uma alusão a literatura infantil (ao mito na verdade, a ideia pura do mito, a função que ele tinha nas sociedades antigas e que ainda tem na cabeça dos filósofos (pessoa que pensa), muito visto pela grande massa como simples historias infantis) e ao intimismo, citando varias válvulas de escape do homem contemporâneo, tem como principal delas o sonho e o impossível, e toda a mágica que envolve isso. Trabalhando com a intimidade de seu publico, Ivan sugere que as pessoas sejam mais transparentes com elas mesmas e com o mundo, e que não se assustem com o impossível, pois ele é possível, ao mesmo tempo que o designer sugere uma espécie de fantasia, brincando com a teoria das mascaras sociais, reativando desejos infantis da brincadeira com a roupa, desprendendo da ideia coletiva de roupa e sugerindo um pensamento novo que borbulha pelas ruas de todo o mundo.

O trabalho completo pode ser visto no site do estilista.

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